5.11.13
2.11.13
4.9.13
Eu gostava de voltar a viver
Dentro de um frasquinho de coisas lindas
E lá de dentro luzir
Para fazer sorrir o arco-íris por detrás da chuva
E fazer dançar o meu pensamento
Para que ele se entregue à minha alma e a faça chorar até espremer toda a solidão
Limpei a casa e ela ficou maior
Espero vos há muitos dias meus filhos
2.6.13
estrela cadente
a escorregar céu abaixo
como uma lágrima pesada
a descer solidão abaixo
deita-te no meu colo
bebe no meu mamilo
acacha-te nos meus cabelos
abraça-me
não me deixes sozinha
grávida no nosso sonho
o desejo de brilhar
sem que nunca a morte nos possa encontrar
como uma lágrima pesada
a descer solidão abaixo
deita-te no meu colo
bebe no meu mamilo
acacha-te nos meus cabelos
abraça-me
não me deixes sozinha
grávida no nosso sonho
o desejo de brilhar
sem que nunca a morte nos possa encontrar
18.5.13
Foste tu
Que me fizeste boiar nas lágrimas da saudade
para eu nao sentir a fundura do quanto me fazia chorar
E, de noite, quando o escuro me enrolava no medo,
tu abrias o teu peito para eu me deitar a sonhar com brincadeiras e mimos, sorridesos e piscoretos
Foste tu que me fizeste acordar
A vida
É um campo de minas
Nao sei quando acordo nem quando estou a sonhar
Nao sei se me afundo ou se vou mergulhar
Nao sei se sinto ou se foi uma aragem
Nao sei se tenho ou se esqueço
A vida é um campo minado onde caminho com os meus pés cegos na direção do amor
Metamorfose
É a tranformação na minha vida que renasce da perda da carne da minha carne, meu pequenino gui
9.5.13
uma luzinha a brilhar
gui
és tu ?
hoje quando se levantava o por do sol
quando o ceu laranja se destapava do edredao de nuvens
lembrei me do brilhante que te pus na mao
para me dizeres, às escondidas,
durante o ceu escuro da noite,
onde estás.
gui
és tu?
és tu que estás aí a desafiar as outras estrelas a acordar, para ir brincar?
eras tu que luzias com os pirilampos ontem à noite ?
que voavas no ceu vestido de garça branca ?
meu pequenino gui
és tu ?
hoje quando se levantava o por do sol
quando o ceu laranja se destapava do edredao de nuvens
lembrei me do brilhante que te pus na mao
para me dizeres, às escondidas,
durante o ceu escuro da noite,
onde estás.
gui
és tu?
és tu que estás aí a desafiar as outras estrelas a acordar, para ir brincar?
eras tu que luzias com os pirilampos ontem à noite ?
que voavas no ceu vestido de garça branca ?
meu pequenino gui
tenho medo do escuro da vida
de caminhar neste chao minado
de perder mais alguem
tenho medo da surpresa
de ser engolida quando abro a porta
de ser aplacada pelo peso do ceu e das nuvens
tenho medo dos bicos das esquinas
dos carros que correm como eu sem parar
tenho medo de me levantar
tenho medo de sentir
de sentir que te perdi, primo gui
tenho medo de descobrir que perdi a luz na vida
tenho medo de me lembrar que fui criança
tenho medo dos meus sonhos
tive de parar o meu sangue de correr
tive de parar as minhas lagrimas para as esconder
tive de te sentir frio
tive de te ver sereno
sem correres esguio
sem me chamares tia dora
sem saltares para a piscina
sem fazeres uma birra
tenho de aceitar que ja nao te posso ver
e que nao sei nada da minha vida
tenho medo desta noite
29.3.13
apetece me entrar na massa de um folar
e esticar-me elástica
moldar-me e apeganhar-me
ser lambida com mel e canela
doce, sempre a fazer querer mais
moldar-me e apeganhar-me
ser lambida com mel e canela
doce, sempre a fazer querer mais
16.2.13
Sonhei de olhos fechados abertos
que era um menino pretinho
e que o céu estrelado da noite
me sugou com os seus lábios
segurando-me pelos suspensórios
e que enquanto eu subia, estes transformavam-se em cordas
de um baloiço gigante que me baloiçava até que eu toquei na pele do céu
e quando a rasguei, vi o universo
senti-me atraída e lancei-me de braços abertos
caí como um cortinado de seda pelo céu abaixo
e quando acordei percebi que era uma aurora boreal a namorar o céu gelado da Noruega
e pensei:
- que sorte têm os bacalhaus da Noruega!
e que o céu estrelado da noite
me sugou com os seus lábios
segurando-me pelos suspensórios
e que enquanto eu subia, estes transformavam-se em cordas
de um baloiço gigante que me baloiçava até que eu toquei na pele do céu
e quando a rasguei, vi o universo
senti-me atraída e lancei-me de braços abertos
caí como um cortinado de seda pelo céu abaixo
e quando acordei percebi que era uma aurora boreal a namorar o céu gelado da Noruega
e pensei:
- que sorte têm os bacalhaus da Noruega!
5.1.13
pus perfume de salva e figueira
abri as asas e esvoacei até à Arrábida
convidei o mar para dançar comigo uma mazurka morna
dançámos abraçados enrolados nas ondas
a chilrear como se estivéssemos no nosso ninho
Sou um cadáver morto a luzir
deitado debaixo de um colar de pérolas
à espera de uma tempestade
um raio que me desprenda da morte
e me ponha ao pescoço de uma papoila
para baloiçar com ela
à espera de uma tempestade
um raio que me desprenda da morte
e me ponha ao pescoço de uma papoila
para baloiçar com ela
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