5.1.13

pus perfume de salva e figueira


abri as asas e esvoacei até à Arrábida
convidei o mar para dançar comigo uma mazurka morna
dançámos abraçados enrolados nas ondas
a chilrear como se estivéssemos no nosso ninho





Sou um cadáver morto a luzir

deitado debaixo de um colar de pérolas
à espera de uma tempestade
um raio que me desprenda da morte
e me ponha ao pescoço de uma papoila
para baloiçar com ela