22.1.15

azul tenrinho do céu

que acabaste de brotar debaixo das saias das nuvens negras
vens voar comigo?
e quando estiveres maduro e escuro pelo calor das searas,
vens correr comigo?
correr até ficares com as faces roxas, vermelhas e rosas
cansado, deitado no negrume da noite.
Fica comigo numa estrela à espera da boleia do infinito
que nos levará para muito longe,
vens voar comigo, azul tenrinho do céu?


19.1.15

orgulho

que fedes
diz-me espelho meu,
quem mais orgulha do que eu?

17.1.15

olha a chuva que cai

tocada pelo vento numa guitarra ao léu

censura

sujas de preto a minha transparência
fazes de mim um campo de concentração
onde me despem, violam, descarnam
quando eu era viva tinha um perfume inocente
só quem me amava verdadeiramente é que sabia o seu sabor

dá-me o teu corpo

enroliça-me onda gigante