vestes-te de general, elevas os pés, ciscas o nariz
e saiem em corneta, as palavras demagógicas
ei-las no palco! belas construções lógicas,
recheadas de todo o sentido,
um, dois, três
um, dois, três,
nem pio,
ei-las!
e como te fazem sentir ainda mais grande e mais belo o verde dos teus olhos
não sentes o cheiro vindo dos teus subterrâneos,
onde deixaste os esqueletos das palavras virgens?
deixo-me ser lancetada
mas hoje dispo-me deste ódio que te me tenho
e ressuscito no mergulho vítreo na água do meu mar